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Added at 8:04pm — 320 notas
Sou entre flor e nuvem,
Estrela e mar.
Por que havemos de ser unicamente humanos,
Limitados em chorar?
Estrela e mar.
Por que havemos de ser unicamente humanos,
Limitados em chorar?
Não encontro caminhos
Fáceis de andar.
Meu rosto vário desorienta as firmes pedras
Que não sabem de água e de ar.
E por isso levito.
É bom deixar
Um pouco de ternura e encanto indiferente
de herança, em cada lugar.
Rastro de flor e estrela,
Nuvem e mar.
Meu destino é mais longe e meu passo mais rápido:
A sombra é que vai devagar.
— Cecília Meireles (via aisdemetaforas)
(Fonte: trechosdaliteratura)
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Added at 7:47pm — 56 notas
As melhores coisas da vida acontecem quando a gente deixa de querer ter o controle absoluto sobre tudo. E quando alguém bacana aparece no nosso caminho, é bem assim.
A gente se pega desejando cada pequena coisinha que pra muitos, pode não fazer a mínima diferença mas já pra nós…
Nunca fui boa em ter paciência, deixar as coisas no seu rumo natural, a tal da perseverança - tão dita por aí. Ô palavrinha bonita, leve, de luz.
Eu perco o rumo tão fácil e já estou tão acostumada com isso, mas toda vez que eu vou ao seu encontro pareço me esquecer da onde eu vim. Não me interesso em saber de mais nada. É clichê, eu sei, eu sei. Desculpa. Eu não sei o que dizer pra você. Eu tento não dizer muita coisa. O tempo todo eu quero demonstrar. E não é isso que conta? É que eu acho que todos os momentos que estou em sua companhia, não é preciso fazer uso de muitas palavras, me entende? Não? Tudo bem. Não, porra nenhuma. É domingo à noite e eu aqui toda melosa. Mas que merda você fez comigo. Calma, é psicológico, vai passar, já já. Filosofia do subconsciente, viu?
É tudo culpa sua. Você e seus olhos enigmáticos, esse cheiro que vai além do seu perfume, é um cheiro que entranha na pele e fica mesmo depois do banho. Você e os riscos do seu rosto, aparentemente feitos à mão por alguém que sabia exatamente o que estava fazendo. Aquele risco abaixo da boca - no queixo - que junta com a barba e moldura todo o resto. As suas sobrancelhas. É a sua cara de sono, o jeito de passar a mão no meu cabelo e me beijar como se o mundo fosse acabar daqui a 5 minutos e numa outra hora mais ameno, leve. De ambas as maneiras entregue. O jeito de me puxar pra você, me atiçando, segurando na minha nuca e bagunçando fio a fio do meu cabelo. É a maneira como fala, como anda, como senta, como olha, como bebe, como fuma, como ouve.
”Mas que porra…” - eu penso - E aí logo depois, você volta da cozinha perguntando se eu quero mais alguma coisa. E eu tenho vontade de falar um monte de sacanagem e o horário não permite, mas me contento em dizer ”Não, obrigada…” de forma sutil mas meio bêbada meio alegre.
Você apaga a luz e eu esqueço que eu tenho que ir embora. Não, não quero lembrar. Mas a hora voa. E a despedida é, de longe, a pior parte.
A gente se pega desejando cada pequena coisinha que pra muitos, pode não fazer a mínima diferença mas já pra nós…
Nunca fui boa em ter paciência, deixar as coisas no seu rumo natural, a tal da perseverança - tão dita por aí. Ô palavrinha bonita, leve, de luz.
Eu perco o rumo tão fácil e já estou tão acostumada com isso, mas toda vez que eu vou ao seu encontro pareço me esquecer da onde eu vim. Não me interesso em saber de mais nada. É clichê, eu sei, eu sei. Desculpa. Eu não sei o que dizer pra você. Eu tento não dizer muita coisa. O tempo todo eu quero demonstrar. E não é isso que conta? É que eu acho que todos os momentos que estou em sua companhia, não é preciso fazer uso de muitas palavras, me entende? Não? Tudo bem. Não, porra nenhuma. É domingo à noite e eu aqui toda melosa. Mas que merda você fez comigo. Calma, é psicológico, vai passar, já já. Filosofia do subconsciente, viu?
É tudo culpa sua. Você e seus olhos enigmáticos, esse cheiro que vai além do seu perfume, é um cheiro que entranha na pele e fica mesmo depois do banho. Você e os riscos do seu rosto, aparentemente feitos à mão por alguém que sabia exatamente o que estava fazendo. Aquele risco abaixo da boca - no queixo - que junta com a barba e moldura todo o resto. As suas sobrancelhas. É a sua cara de sono, o jeito de passar a mão no meu cabelo e me beijar como se o mundo fosse acabar daqui a 5 minutos e numa outra hora mais ameno, leve. De ambas as maneiras entregue. O jeito de me puxar pra você, me atiçando, segurando na minha nuca e bagunçando fio a fio do meu cabelo. É a maneira como fala, como anda, como senta, como olha, como bebe, como fuma, como ouve.
”Mas que porra…” - eu penso - E aí logo depois, você volta da cozinha perguntando se eu quero mais alguma coisa. E eu tenho vontade de falar um monte de sacanagem e o horário não permite, mas me contento em dizer ”Não, obrigada…” de forma sutil mas meio bêbada meio alegre.
Você apaga a luz e eu esqueço que eu tenho que ir embora. Não, não quero lembrar. Mas a hora voa. E a despedida é, de longe, a pior parte.
— Aghata Paredes in Aleatório. (via cher-la-vie)
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Added at 7:46pm — 18 391 notas
[…] Você pode levar e deixar-se levar, e aí você se sente bem e acaba mostrando um pouco de quem você é de verdade.
— Gabito Nunes (via versificar)
(Fonte: etnarre)
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Added at 7:41pm — 1 530 notas
Parabéns para você, que dia a dia aprende mais sobre você mesma. Que erra para aprender. Que é forte o suficiente para seguir em frente – sem lamúrias, mas com maturidade e sensatez. Que de vez em quando esquece a própria idade e o juízo em algum canto. E depois acha, como mágica. Parabéns para você, que tem um sonho. Que não desiste, apesar do que falam. Que não se abala, apesar do medo. Que sente uma fraqueza interna, mas caminha com passos firmes. Que fica tonta, mas não desmaia. Que apesar de cada pedra no caminho, corre. Que reclama dos problemas, mas entende que a vida é feita deles. Que tenta entender o defeito alheio – e procura perceber os seus.
— Clarissa Corrêa (via perceptivel)
(Fonte: promessasvazias)